O Alpinista
Waldemar Niclevicz
Obstinação, paixão e disciplina. Primeiro brasileiro a escalar o Everest e o K2, conquistou os Sete Cumes — as montanhas mais altas de cada continente — e hoje canaliza essa mesma força para um projeto concreto de conservação: a Reserva Natural do Alpinista.
- 1995
- Primeira ascensão brasileira do Everest
- 2x
- Cumes do Everest
- 7/14
- Montanhas com mais de 8.000 m
- 1.400+
- Palestras realizadas
Da Foz do Iguaçu ao Himalaia
Waldemar Niclevicz nasceu em Foz do Iguaçu, em 1966 — bem longe das grandes montanhas. Até os doze anos viveu na cidade natal, com o pai, em atividades ao ar livre. Mudou-se para Curitiba, descobriu a Serra do Mar paranaense e começou caminhadas e acampamentos. Aos dezoito, viveu três anos em Itatiaia, onde adquiriu técnica em alpinismo com cordas e mosquetões. Em 1985 fez sua primeira grande aventura — uma viagem por Bolívia e Peru, incluindo o Caminho Inca até Machu Picchu.
Formou-se em Turismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e seguiu cursos de alpinismo e espeleologia. Trabalhou em fábrica de mochilas e como guia, antes de se consolidar como alpinista profissional. A ascensão ao Aconcágua, em 1988, foi o marco inicial. Em 1991, foi o primeiro brasileiro a enfrentar o Everest. Em 14 de maio de 1995, fez história: a primeira ascensão brasileira ao topo do mundo.
Uma trajetória entre cumes
Já escalou o Everest duas vezes, o K2 (a montanha mais desafiadora do planeta), os Sete Cumes e 7 das 14 montanhas com mais de 8.000 metros. Soma mais de 300 ascensões, incluindo os 82 "Quatro Mil dos Alpes" — uma façanha inédita entre montanhistas não europeus. É também fotógrafo e escritor, com cinco livros publicados. Como palestrante, já realizou mais de 1.400 apresentações no Brasil e no exterior, abordando superação, liderança, planejamento estratégico, gestão de riscos e espírito de equipe.
Recebeu os títulos de Cidadão Honorário de Curitiba, Cidadão Benemérito do Estado do Paraná e Cidadão Benemérito de Foz do Iguaçu, entre outras homenagens nacionais e internacionais. Mas mais do que um montanhista, é um defensor da natureza desde 1986, quando se tornou um dos primeiros associados da Fundação SOS Mata Atlântica.
O alpinista que desceu da montanha
Hoje, Waldemar canaliza sua experiência e paixão pela natureza em um projeto concreto de restauração e conservação. A Reserva Natural do Alpinista é onde a filosofia que o guiou nas montanhas — o respeito pelos limites da natureza — se traduz em ação: plantar, proteger, inspirar. "Moro em Curitiba, vivo nas montanhas, sou feliz", costuma dizer.
Expedições
Imagens de uma vida nas montanhas
Assim como o alpinismo nos ensina a respeitar os limites da montanha, o uso racional da terra nos ensina a viver em equilíbrio com o planeta.
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